Há tempos eu esperava achar uma voz feminina que trouxesse em suas músicas algo mais imponente, digno de respeito e devoção, como fez há uns bons anos Lauren Hill. Não seria eu o irresponsável de fazer ou tentar criar uma comparação dessas, mas é que realmente quando ouvi esse som pela primeira vez, senti que novamente meus ouvidos eram agraciados com música de qualidade. Batidas ritmadas, swing empolgante, soul, funk, jazz, reggae, enfim, Kinny é uma fusão de elementos que se encaixam e se completam. Do Canadá direto para a Noruega, mais precisamente em Bergen, Kinny se viu em meio a um caldeirão efervescente de uma cidade cujo a cena ela descreve como "uma onda musical". No álbum " Idle Forest of Chit Chat" nossa canadense aqui trabalhou com sete diferentes produtores, esticando assim seus limites e sua sensibilidade sonora, para nos proporcionar uma sonzera de primeira. The Peak Sound tem o prazer de apresentar: Kinny!
É verdade que devemos tirar o chapéu para um dos países que mais produziu e levou ao grande público bandas de qualidade, o Reino Unido. Mas dessa vez quero falar de uma das mais antológicas e clássicas banda de Rock, o Dire Straits, e só tirar o chapéu pra esses caras é muito pouco perto do que eles nos proporcionaram desde o seu surgimento, em 1977, até 1994, quando a banda realmente acabou. Com uma voz marcante e inigualáveis solos de guitarra, Mark Knopfler liderou o Dire Straits e conduziu como um gênio uma das bandas mais premiadas do mundo. Em plenos anos 70, diante de uma era punk rock, surgia na Inglaterra uma banda que fazia um Rock mais clássico e elegante. Pronto, o single "Sultans of Swing" tinha alcançado as paradas britânicas. Dali em diante o sucesso que tomava a cada dia proporções mais planetárias, foi inevitável. O vídeoclip de "Money for Nothing" foi o primeiro a ser exibido na MTV Européia e o mais exibido na MTV Americana até hoje. Em 1985 o álbum "Brother in Arms" foi o primeiro CD da história a alcançar o número de 10 milhões de cópias vendidas, até dizia-se na época que existiam mais CD's do Dire Straits que players para tocar. Para se ter uma noção, no encerramento dessa turnê foram programadas 5 apresentações na Austrália, mas a venda de ingressos foi tão intensa que Mark Knopfler teve que ir às redes de TV pedir para que não comprassem mais ingressos pois estavam cansados e precisavam voltar pra casa. Tanto sucesso gerou obras fantásticas que ainda hoje me arrepio quando escuto e com certeza uma delas é essa que posto aqui hoje, o álbum "Alchemy: Dire Straits Live". Primeiro disco ao vivo da banda, Alchemy traz canções reelaboradas e com porções generosas de improviso e genialidade, como no solo mais empolgante da história na faixa "Sultans of swing", onde Mark acaricia as cordas da guitarra tirando tudo, absolutamente tudo, que ela podia oferecer. Pegue seu carro, ponha o cd no player e você vai entender.....Let the music play!!!
Esse é um trabalho genuinamente nacional e por sinal, de muita originalidade e bom gosto. Com temas clássicos da música nacional como Carinhoso, O Guarani, Águas de Março e outros, a Orquestra Brasileira de Música Jamaicana faz uma releitura alegre e despojada dessas versões, conseguindo de maneira muito singular, fazer um som que extravasa as fronteiras dos estilos musicais. Idealizada pelo músico e produtor Sérgio Soffiatti e o trompetista Felippe Pipeta, a OBMJ surgiu em 2008 e é nessa onda de Ska, Reggae, Jazz eBrasil que o Thepeaksound embarca com tudo. Let the music play!!!
Ta aí a divulgação de um dos projetos mais interessantes que já pude, de certa forma participar (comprando o CD/DVD), e apreciar. Muito bom mesmo!! Acabou de sair o segundo disco. Fica a dica: Compre dois CD/DVD, um pra você e o outro dê de presente, com certeza você não irá se arrepender. Pra quem não conhece, segue abaixo um release do projeto. Recomendadíssimo!!!! Let the music Play!!
" Playing for Change é um movimento de multimídia criado para inspirar, conectar, e trazer paz ao mundo através da música.
A idéia do projeto surgiu da crença de que a música tem o poder de atravessar fronteiras e superar a distância entre as pessoas. Sejam as diferenças geográficas, políticas, econômicas, espirituais ou ideológicas, a música tem o poder universal de transcender e unir a todos como um só povo.Construímos um estúdio de gravação móvel, equipado com alta tecnologia usada nos melhores estúdios, e viajamos para onde a música nos levava. Ao longo do projeto, decidimos que não era suficiente apenas gravar músicas e divulgá-las para o mundo; queríamos criar uma maneira de retribuir tudo que os músicos e suas comunidades haviam compartilhado conosco. Em 2007 criamos a fundação Playing for Change, uma empresa sem fins lucrativos cuja missão é fazer exatamente isso.O último capítulo no movimento Playing for Change foi a Banda PFC.Formada por músicos vindos dos 4 cantos do mundo, este grupo de talentos incríveis demonstrou o poder de transformação, possível quando nos unimos. Quando audiências vêm e ouvem essa banda composta por músicos que viajaram milhares de quilômetros, unidos em propósito e coro em um só palco, todos se sentem tocados pelo poder de união da música. E agora, todo mundo pode participar dessa experiência transformadora que é o Movimento Playing For Change. Divulguem e compartilhem a mensagem; contribua para a fundação e envolva-se – esse é apenas o começo. Juntos, vamos conectar o mundo através da música!"
Mais uma sonzera que vem lá do outro lado do mundo, pra ser mais preciso, Wellington, Nova Zelândia. Numa fusão de dub, afrobeat, reggae e soul, The Black Seeds fazem um som que é pura energia. Com músicas contagiantes e agradabilíssimas aos tímpanos, eu trago aqui dois discos que mostram toda a versatilidade da banda. Into the Dojo, de 2007, faz um reggae encorpado, com todos os elementos encaixados perfeitamente no seu lugar. Ouvir esse álbum faz lembrar praia, sol e mar. Já no Special Remixes and Versions from Solid Ground, de 2010, como o próprio nome já diz são remixagens do disco Solid Ground. É uma coleção de 14 músicas que são trituradas em todos os estilos e gêneros, do funk ao dubstep, do acústico ao eletrônico e vice-versa. Uma experiência bem prazerosa. Let the music play!!
É com muito prazer que posto aqui um dos melhores sons da década na minha opinião. Nascida na Nova Zelândia entre umas e outras Jam Sessions, O Fat Freddys Drop faz um som único. O álbum Based on a true Story, de 2005, foi lançado de maneira independente pelo selo Drop, mas o nível musical que os caras atingiram conseguiu levar a banda à um patamar mais alto, recebendo o prêmio de "Álbum Internacional do Ano" no programa Gilles Peterson, na BBC Radio. O segundo disco, Dr. Boodinga & The Big BW, de 2009, se modernizou um pouco mas não deixou de lado a essência dos caras que misturam jazz, dub, reggae, soul, funk e ska fazendo um som muito interessante. Apesar da banda ter mais de dez anos de estrada, apenas dois discos foram gravados em estúdio e lançados, ambos de excepcional qualidade. Com um vocal marcante, toques eletrônicos na medida, metais precisos e muita sonoridade e ritmo, ta aqui um som que merece respeito, Fat Freddy's Drop. Sonzera!!
Esse é um trabalho fantástico que reúne clássicos da soul music gravados pela Motown e transformados aqui em versões, digamos assim, jamaicanas. Mantendo os vocais originais, estas versões da soul music receberam nessa compilação todo o poder e a energia do ritmo jamaicano. A mistura do reggae com o soul faz desse álbum uma obra incrível. A verdade é que o som ficou diferente, ousado, com uma identidade marcante e acima de tudo com muita qualidade. Let the music play!!
Com batidas e vocais bem marcantes, o The Dynamics nasceu em 2003 como um retro-soul, reggae group, em Lyon, na França. Com uma nítida pegada reggae, esses caras ainda conseguem deixar bem claro que o soul e o funk bem tocado dos anos 60 e 70 também foram responsáveis pela banda existir. The Dynamics faz um som incrivelmente gostoso de se ouvir e no disco, " Version Excursions", uma sequência de incríveis interpretações de clássicos como Miss you, dos Rolling Stones e Seven Nation Army, do White Stripes, mostra o poder do som dos caras. É um daqueles discos pra deixar rolar inteiro!!
Não tem como negar que o nome dessa banda soa no mínimo engraçado, mas o fato é que o termo “merda” vem de “murder” em um tipo de dialeto muito usado pelos negros americanos onde se escreviam as palavras da mesma forma como se pronunciava. Nomes e significados a parte, o som desses caras é de qualidade e merece um espaço aqui. Com algo de Jimmy Hendrix em suas músicas, a banda contemporânea do lisérgico guitarrista se auto intitula a primeira banda negra de rock!! Será??!! Se quiser conferir um som característico de uma época de ouro da música negra e mundial, ta aí um prato cheio!!
Buddy Guy é um cara que dispensa apresentação, mas ouvi-lo destrinchar sua guitarra como faz no álbum Living Proof de 2010, faz parecer que o menino de 74 anos está no auge da carreira. Será que não??!! Sem querer esculachar, o disco conta ainda com a participação de B.B. King e Santana. Enfim, confesso que há tempos não escutava um blues, mas esse disco me lembrou como esse som é bom. Atendendo a pedidos vai aí um menu degustação desse clássico.
Para começar em grande estilo trago aqui um som puro, original e vibrante, direto de Amsterdã, Holanda, Lefties Soul Connection. Com uma performance explosiva entre grooves e batidas, o destaque fica para o álbum Skimming the skum de 2007. Eletrizante do início ao fim!!! Aumenta o som e Let the music play!